O Que é Ayahuasca?
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| Os Elementais - Jagube e Chacrona imagens retiradas da internet |
A Ayahuasca ou “Jahré” é um líquido, chá fermentado, obtido em um processo semelhante ao feitio do vinho, daí também ser conhecido como ”Vinho das Almas”. É um “Elixir” resultante da decocção de duas plantas, o Jagube ou Mariri (Banisteriopsis caapi) que é um cipó e a Chacrona ou rainha da floresta (Psycotria Viridis), que é um arbusto onde se usa apenas as folhas. O Jagube é de energia masculina e dá a Força, por sua vez a Chacrona é de energia feminina dá a luz, e desta mistura de Força e Luz sentida em forma de uma expansão da consciência com sensação de grande paz e integração com o todo, é que derivou o nome religioso “Daime”, devido aos primeiros hinários utilizando o “dar”, cantados em frases como “dai-me Força... dai-me Luz...”. Os hinários por sua vez, como as músicas utilizadas, tem por finalidade auxiliar na concentração das pessoas para facilitar a “miração”, a qual vem do verbo em espanhol “mirar”, que significa ver, ou seja, facilitar as “visões” que parte das pessoas tem.
Relativo à diferença entre os estados ampliados de consciência obtidos com o Jahré, e os estados alucinativos psiquiátricos, é que a alucinação é algo individual, não havendo nenhuma prova concreta a nível científico sobre a existência de alucinação coletiva. Toda alucinação é individual, só quem a tem é o próprio alucinado. Dentro dos trabalhos com o Jahré, várias pessoas podem observar fenômenos não visíveis aos olhos físicos da mesma maneira e ao mesmo tempo, e, portanto de acordo aos padrões científicos não podem ser catalogados como alucinação.
O nosso sistema nervoso produz naturalmente uma enzima chamada de Monoaminoxidase (MAO) que consegue inibir a ação do DMT em nosso organismo, contudo o Jagube tem como um de seus componentes o alcalóide Beta-Carbolinas que anula a ação da Monoaminoxidase, o que permite a ação do DMT provindo das folhas da Chacrona. É cientificamente constatado que os que utilizam o Jahré possuem uma concentração maior de serotonina, o que justifica cientificamente o porquê os ayahuasqueiros tem melhores humor, uma vez que ela atua no cérebro regulando o humor, a atividade sexual, o apetite, o sono, temperatura corporal, sensibilidade à dor entre outros. A serotonina quando em conjunto com a concentração baixíssima de DMT vindo da Chacrona, resulta em um elevado estado de concentração menta, pelo efeito luzente do Jahré. Hoje é sabido pela ciência de que o nosso próprio organismo produz em quantidade bem pequena, o mesmo DMT que tem o Jahré.
Os embasamentos científicos são necessários para saber com certeza quando uma substância é considerada droga ou não, e as pesquisas laboratoriais mostram com precisão quando uma determinada substância é alucinógena. No caso do Jahré, ela não é considerada droga por não tem concentração química suficiente para causar qualquer tipo de alucinação, e isto é de cunho científico. O interessante é que as mesmas normas médicas científicas que provaram claramente que a maconha é sim uma droga, e sim é nociva, que vicia e mata os neurônios cerebrais do usuário, provaram também claramente que o Jahré não é uma droga para aqueles que a utilizam, tanto que atualmente os cientistas estão pesquisando um extrato do cipó Jagube no tratamento do mal de Parkinson e da malária.
Após18 anos de estudos, o CONAD (Conselho Nacional Antidrogas) do Brasil, retirou o Jahré da lista de drogas alucinógenas conforme portaria publicada no Diário Oficial da União em 10/11/2004. A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu (em 20/02/2006) que o governo Bush não pode impedir uma instituição brasileira no Novo México de utilizar o Jahré (Vinho Ayahuasca / Hoasca / Santo Daime) em seus rituais religiosos. O veredicto atesta que o grupo religioso está protegido pelo 'Religious Freedom Restoration Act', aprovado pelo congresso em 1993, e que foi peça jurídica fundamental no processo que legalizou o uso ritual do cactus peyote (princípio ativo: mescalina) pela 'Native American Church' - congregação que reúne descendentes de algumas etnias indígenas norte-americanas. A ONU emitiu um parecer favorável recomendando a flexibilização das leis em todos os países do mundo no que se refere ao Jahré.
A diferença de um veneno e de um remédio se encontra exatamente na concentração de um elemento químico em uma determinada substância, pois mesmo um remédio simples se ingerido em concentração maior, pode causar males ao organismo. Um dos componentes do Jahré é a Dimetiltriptamina ou simplesmente DMT, e pelas leis científicas, uma substância que contenha o DMT precisa conter ao menos 2 % desta substância para ser enquadrada como droga, e no caso do Jahré este percentual é 0,02 %, ou seja, 100 vezes menor que a taxa mínima necessária para ser considerada droga.
Não há dados científicos que indiquem riscos em relação à saúde física. Há, contudo, constantes relatos de vômitos, diarréias e sudorese em alto percentual dos que a experimentam, o que sugere tentativas do corpo em expelir a substância. Este fenômeno é considerado também como “limpeza espiritual”, que fisicamente corresponde a uma limpeza orgânica de toxinas internas, as quais são lançadas para fora do organismo juntamente com energias prejudiciais a ele. Uma das explicações é devido à presença do princípio ativo apomorfina existente no cipó Jagube que está concentrado em maior quantidade em sua casca. O uso contínuo, entretanto, parece favorecer uma tolerância química ao princípio ativo, com os sintomas diminuindo de intensidade.
O corpo humano tem a capacidade de se desintoxicar, contudo esta capacidade está comprometida pela qualidade do ar, alimentação ou pela baixa qualidade das impressões sensoriais externas, onde o corpo e a mente recebem alimentos e informações atomicamente pesadas, ficando resíduos, que vem a acumular-se no cérebro e corpo, causando o estresse mental e corporal. Neste patamar é que o Jahré, devido à energia contida em suas moléculas, dissolve estas toxinas, as quais caem na corrente sanguínea e são devolvidas ao estômago onde podem causar salivação, enjôo e finalmente expulsão para o exterior para que não prejudique o organismo, motivo pelo qual se atribui a ele a cura de diversos males físicos, psicológicos, mentais e recuperação de usuários de Álcool e Drogas.
Pesquisas científicas das maiores autoridades mundiais em toxicologia, etnobotânica, psiquiatria e psicofarmacologia, comprovaram após anos de pesquisas intensas que o Jahré além de não ser droga, não entorpece, não causa qualquer padrão de dependência, abuso, overdose ou abstinência, e que principalmente não se observa o surgimento de qualquer tipo que seja de distúrbios mentais posteriores ao seu uso. Com ela aprende-se a adquirir maior autodomínio sobre o ego para poder compreendê-lo e eliminá-lo, conhecendo a si mesmo dentro deste processo, desfazendo traumas, exterminando mazelas, sendo cada vez mais o senhor de si próprio, o que é um dos objetivos da vida. Com o tempo, se vai diminuindo sua utilização, embora os trabalhos de consciência ampliada fiquem mais intensos e duradouros, até chegar ao ponto de não mais precisar de seu uso, uma vez que se estabelecem novas sinapses cerebrais.
Para conhecimento do público, toda substância possui uma DOSE LETAL (DL), exemplo é a água pura, que possui DL = 10 litros , ou seja, se uma pessoa ingerir 10 litros de água pura em uma única vez, corre risco de morte. Os estudos com o Jahré, definiram que para ocorrer risco de óbito é de 7,8 litros , ou seja, uma pessoa precisa ingerir de uma só vez 7,8 litros de Jahré para que ocorra um risco de óbito, entretanto os trabalhos nos locais que utilizam estas plantas para ampliar o estado de consciência, usam no máximo 200 ml, equivalente a quatro copinhos descartáveis de cafezinho, 39 vezes menos que sua DL. Outra forma de estabelecer cientificamente o grau de toxidade de uma substância é ministrá-la em cinco cobaias em doses de 01 grama por quilo, e se até cinco gramas não causar danos fisiopatológicos, a substância é considerada inócua. Com o Jahré essa marca foi ultrapassada consideravelmente, pois chegou a 5,8 gramas por quilo, sem qualquer forma de efeitos danosos.
Nos testes psiquiátricos constatou-se sobre dos dois grupos separados: o grupo dos "utilizadores de Ayahuasca” e o grupo dos "não utilizadores de Ayahuasca", que o grupo que a utilizava em relação ao grupo não a utilizava, mostravam-se mais reflexivos, resistentes, leais, estóicos, calmos, frugais, ordeiros e persistentes", e ainda mais confiantes, otimistas, desinibidos, despreocupados, dispostos e enérgicos. Exibindo também alegria, determinação e confiança elevada em si mesmo. Desfazendo as especulações correntes de que a ayahuasca enfraquece a memória, os testes neuropsicológicos constataram cientificamente de a memória do” grupo de usuário da Ayahuasca” teve um desempenho significativamente melhor que o grupo dos” não usuários de Ayahuasca”.
O Jahré, atualmente é dos principais facilitadores espirituais que auxilia a humanidade a sair do degrau do racionalismo lógico exacerbado para galgar os três degraus iniciais do psiquismo espiritual, o da Imaginação, da Inspiração e da Intuição, pois nos trabalhos espirituais com ela permanece-se consciente em níveis cerebrais semelhantes aos estados “meditativos”, no qual os plexos nervosos ligados às glândulas endócrinas ficam mais ativos. Após estes trabalhos, estes plexos voltam ao patamar comum, porém sempre mais ativos que estavam antes, conduzindo o ser humano a um estado mais reflexivo e equilibrados, sem estar em processos racionais descontrolados, que destroem as faculdades cerebrais.
Nem todos recebem visões na primeira vez que experimentam, pois o trabalho com o Jahré é um processo que exige exame, dedicação, disciplina, perseverança e tempo para um benefício mais completo. Às vezes são necessárias várias sessões para se conseguir esse presente, porém uma vez iniciado o processo da renovação e transformação, estas continuam e o grande passo no trabalho com a Ayahuasca é a assimilação dos ensinamentos espirituais e a prática na vida diária.
Nós, praticantes do gnosticismo, utilizamos a Ayahuasca conforme orientado pelo Mestre Samael Aun Weor nos livros Logos Mantrans e Teurgia, Medicina Oculta e Magia Crística Asteca, como instrumento facilitador das experiências no mundo astral. A Ayahuasca constitui o sangue do Cristo no plano vegetal e seus elementais são Devas Vegetais professores, que muito nos auxiliam nos propiciando o desdobramento astral imediato, a abertura dos chacras e as preciosas orientações pessoais que nos permitem avançar nos trabalhos com a morte dos elementos egóicos e no nascimento místico. Segundo o mestre, os estudantes esoteristas com mais de 3 anos de práticas que não aprenderem a entrar livremente em astral estão fadados ao fracasso. É justamente para isso que utilizamos a Ayahuasca.

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